AMANPOR – CNN talking machine

What happened to Amanpoor to stay so quiet as she has been those last days?

The fact is that with or without her CNN has made and is making more for TRUMP election that all Republican Party!

All those smiling women, mocking on Donald Trump will have a lot to do with Hillary Clinton!

Meanwhile, being Republican or Democrat every body is becoming fed up of their poor comments about something that has the smalliest importance to american politics as the unfortunate speech of Mrs. Trump who will not, for sure, have any rule or influence in Trump’s political events.

Bye. Bye CNN!

 

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SURPRIZE!

Is it possible a man to be rapped by a women? I thought not but must admit to be wrong after reading what happened to a young priest at a village by the sea, somewhere in France.

The man was in his way to meet some friends when he run out of gasoline late in the afternoon and had to stop at a small village. He went to the local church for shelter but as the priest wasn’t there he knocked a nearby door and speak his problem to a very kind man that told him not to worry because he could stay in one of his sons’ room that was camping somewhere . He invited him to a glass of milk  and a peace of cake with his wife and eldest daughter. After that they all went to their rooms and the young man felt asleep immediately.

But…

In the middle of the night the girl quietly entered his room and stimulated him with oral sex. First he thought he was sleeping and dreaming. Then, when he awake the girl was over him and …it was to late to stop. So the girl kissed him and went away.

Early in the morning, after had spent the rest of the night awaken, the young priest waited for the owner of the house to show his gratitude and manage to disappear without meeting the girl.

The problem was that after three months he received the visit from the village priest, whom he didn’t met in that night, to tell him in an infuriating manner that the daughter of those that so kindly had given him shelter was pregnant and said him to be the father.

The young man just didn’t believe and entered a very difficult situation as he knew no one would believe his story. What followed doesn’t need description!

An amazing situation in which an almost unknown girl changed his peaceful life into a mountain of problems either personal or institutional.

One can ever say ‘impossible!’

“De la musique avant toute chose!”

A Música, descoberta como a linguagem mais imediata entre os homens e a transcendência  sagrada do Silêncio, e que terá começado tímida e docemente na flauta dos pastores, foi poesia, expressão de costumes e alegrias rurais, composição nascida de requintadas solidões, interpretação melódica, regalo para o ouvido atento que ao escutá-la esquece tudo o resto. Foi também, é certo, marcha de guerra, estridente impulso a trágicos desfechos.

As gerações mais novas, embriagadas pela estridência dos metais e por toda a estética gestual que acompanha a celebração do momento, desconhecem o prazer da música limpa, da ‘grande música’ que fez a delícia das épocas de requintados vagares.

Em Portugal a Cultura – se tal tem ido para além das ‘mostras’ e das celebrações pontuais – não tem manifestado o mais ténue interesse pela cultura musical. Não somos um povo musical! Daí que todas as iniciativas levadas a cabo no sentido de incentivar esse prazer surjam como algo secundário, um prazer de elites que não temos e cuja hipotética emergência é renegada como algo anti democrático.

E, contudo, tivemos excelentes programas televisivos de educação musical que parecem jazer esquecidos nos tais arquivos da TV pública que J.Isidro e outros vão desbravando, umas vezes com critérios ‘popularuchos’, apelando às audiências através dos mais velhos, outras, afortunadamente, recordando-nos quem já fomos.

No que à Música se refere são inesquecíveis a maravilhosa série de programas que ANTÓNIO VICTORINO DE ALMEIDA gravou em Viena e a TV apresentou em Portugal. Assistir a esses programas foi um privilégio.

Victorino de Almeida, à época um charmoso jovem no ambiente da romântica e civilizadíssima capital austríaca, trazia até nós, com insuperável humor e sabedoria a mais apelativa visão dos grandes compositores germânicos. Um mundo de cultura e requinte que faria bem a todos nós revistar. Não porque seja aquela a única música, ou aqueles os únicos músicos merecedores de referência, mas porque através deles nos incutia o gosto pela música de um modo leve, sem nada de fastidioso.

O Maestro Victorino de Almeida, compositor, interprete, ótimo comunicador é decerto a maior e mais injustamente esquecida ou deliberadamente ignorada personalidade do nosso panorama musical. Tal como acontece com grandes interpretes como interpretes mundialmente reconhecidos como Maria João Pires e Sequeira Costa. Temos horror ao talento e glorificamos histerismo colectivos e manifestações grosseiras com fundo dito musical. É isso que dá lucro e, acima de tudo, cria multidões de jovens alienados por factores vários que os impedem de pensar e lhes roubam o prazer do apreço sereno que  música requer.

Também na Rádio têm  surgido programas que merecem, caso a Cultura se interessasse por isso, serem adaptados à TV. Lembro, como exemplos, as “Questões de Moral” de Joel Santos e o ótimo programa de António Cartaxo – “Em Sintonia”. Parece um tremendo desperdício não aproveitar o gosto pela musica e o poder de comunicação destes homens para proporcionar às novas gerações um pouco mais do que aqueles excitantes vídeos em que a música aparece mais como pretexto do que como motivo.Mais que não seja para lembrar que a Música tem uma história feita de muitas histórias e que talvez seja altura de fazer regressar o sentido auditivo ao rumor de brisa que era o da primitiva flauta.

Porque, como dizia António Cartaxo no final de cada um dos seus programas:

“A Música é um romance sem fim!”

O ETERNO PRESENTE

Em tempos de crise – crise de tudo o que sendo essencial foi suplantado pelas mais efémeras ilusões – o Presente torna-se o lugar e excelência dentro da concepção de tempo que criámos, e enche de tal modo os nossos dias que o Passado e o Futuro se tornam lugares de angústia e desesperança que não desejamos frequentar.

“Um dia de cada vez” tornou~se uma frase comum, quase um lema de vida. E assim vamos arrastando o Presente, dia após dia, o Passado frequentado como um relato histórico, como um país estrangeiro de que temos notícia e por onde passámos mas onde sabemos não poder voltar.

Trazer o Passado ao Presente – não como um velho coronel que rememora as suas aventuras de guerra mas no modo como ele persiste no nosso íntimo e nos suscita comparações e memórias de alguém de quem, continuando a ser, fugimos – exige uma coragem que receamos poder desviarmos do presente vivido, urgente, repleto de inadiáveis questões que lhe dão uma insólita continuidade.

‘Amanhã’ já não é mais um novo dia mas a continuação de este ‘hoje’ que nos conduz apressadamente para uma finalidade que ignoramos mas que tem o condão de nos motivar como se o mundo todo dependesse de nós. Dizem-no os políticos, os altos clérigos – em tempos psicólogos de confessionário, hoje sociólogos da comunicação social -, dizem-no todos os que não tendo soluções optam por individualizar os problemas.

É certo que se cada homem fosse perfeito no que faz e tendo a noção exata do valor humano do seu trabalho não trabalhasse por poder, por glória ou por dinheiro ou se, atingindo-os com justeza e retidão, os pusesse ao serviço do bem comum, o mundo seria um lugar feliz onde uma Saudade boa e orgulhosa conviveria com a Esperança.

Recusamos a coragem de revistar o passado e regressar ao que nele houve de essencialmente bom e transcendente e não nos atrevemos a alimentar a esperança que conduz ao futuro. Vivemos no Hoje. Para ele acordamos e com ele nos deitamos. E fazemo-lo não com a sã consciência do lavrador que sabe que enquanto dorme a Natureza lhe preserva o passado e lhe alimenta o futuro, mas com o doloroso cansaço de sermos obreiros de uma tarefa continua e sem outro fim que não seja o nosso porque previsto.

Já não é Cruz o que carregamos!

Na verticalidade da Cruz a  sincronia do presente arrasta com ela a diacronia do passado e delineia  um futuro que dá continuidade à própria criação.

Afundados na nossa imensa e soberba criatividade fomos levados através dos séculos a esquecermos-nos de quem somos para sermos apenas aquilo que fazemos. Esquecimento terrível que nos conduziu onde estamos e de onde não sabemos como sair. Preferimos o progresso ao desenvolvimento e o progresso acabou prescindindo de nós. O que fizemos transformou-se em ‘ouro’ e quem o avalia somos nós segundo os critérios dos mais efémeros presentes.

Não tivesse o Homem inventado o tempo ignorado os ininterruptos passeios e desencontros do Sol e da Lua na sua serena rotatividade e não haveria mais que Presente. Quem sabe não terão os primeiros homens julgado que a escuridão e a luz não eram exteriores a eles!

Mas os homens dividiram a Vida em parcelas mesmo não lhes sendo dado conhecer a dimensão que a cada um era concedida e empenharam-se em encher cada momento. Com isso foram construindo o que viria a ser ‘o passado’ e seria esse passado que iria moldando cada ponto com que se moldaria o futuro.

Hoje, quando tantas loas erguemos ao “presente” o presente é apenas o lugar esquivo onde, alienadamente, procuramos esquecer as outras dimensões do tempo que criámos.

O Tempo de Deus, porque infinito, não tem passado nem futuro. Limita-se a ser! Um lugar onde parecemos esquecidos do que realmente somos e vivemos identificados e avaliados pelo que fazemos.

Hoje a escrita – que não a literatura…- desafia a máquina. Nunca se escreveu tanto e é difícil imaginar o destino da maior parte do que vemos pelas bancas. Porque nem sequer restou a subtileza que leva o passado a qualquer presente.

Vendo há dias uma peça de Shakespeare – feliz programação do canal 2 – deliciou-me a actualidade, o humor, a sensibilidade e a crítica nela contidas e maravilhou-me uma vez mais a generalidade profética  que ausculta a imutabilidade do homem em sociedade.

Cinco séculos não fizeram de nós melhor gente! Gastámos-nos a explorar o Espaço para nossa glória enquanto nos esquecíamos de, para nossa miséria, cuidar da Terra e dos que nela vivem. Desafiámos a distância, o som e a luz. Em breve daremos prioridade aos robots.

Santo Agostinho, um homem do nosso tempo

Os tempos são propícios a que nos debrucemos sobre alguém como santo Agostinho, alguém que viu ruir o Império Romano e soube integrar com invulgar sabedoria o pensamento do seu tempo com a deslumbrante Verdade da Fé simbolizada no pensamento do Homem Novo que descobriu em Jesus.
Em tempos como aqueles que vivemos é essencial encontrarmos tempo e espaço para a “interiorização”, pedra fundamental do pensamento agostiniano :

” Não saias para fora de ti, regressa a ti mesmo porque a verdade habita no interior do homem”.
O ponto de partida para a busca da Verdade não se encontra no exterior, no conhecimento sensível, mas sim na intimidade da consciência.

“Se queres saber onde encontra o sábio a sabedoria, dir-te-ei que é no interior de si mesmo”.
Apesar de ter assimilado as ideias platónicas que propiciaram a avaliação do mundo, a distinção entre o Bem e o Mal, o Belo e Feio – ideias de ordem moral, de ordem matemática e de ordem estética – Agostinho empenha-se, sem as renegar, na TRANSCENDÊNCIA do bloqueio que elas representam, na capacidade que todo o homem tem de se auto-transcender, de buscar algo para além de si mesmo, sendo que esse ‘algo’ reside no interior de si próprio, na sua própria vontade, vontade que põe em acto a sua inteligência, sendo que da conjugação de ambas – da Fé que transcende a Inteligência e da Razão que impulsiona a Vontade – se faz a história da Humanidade.
Creio que esta percepção da coexistência – e não  mistura – desta duas vertentes e suas raízes delineou um caminho reflexivo que acabou percorrendo todo o pensamento ocidental através das vertentes por ele propostas.
Vamos reencontrá-lo em Hegel na sua visão transcendente da História, podemos encontrá-lo em Schopenhauer na poder da ‘vontade de poder’.
E, acima de tudo, está cada vez mais entre nós, no dia a dia de um mundo que procura encontrar-se no meio dos destroços a que ele mesmo os reduz, em que a cidade de Deus parece cada vez mais distante da cidade dos homens.

“Experimente pensar diferente”

Este é um dos muitos ‘slogans’ com que nos deparamos todos os dias em anúncios, em outdoors, em títulos de livros de editoras desconhecidas – muitas delas do próprio autor que sob nomes falsos e diversos, estrangeiros e nacionais, e apregoando prémios e números de edições inexistentes, mas suficientemente abastado para escrever à sua conta, sem ter que pensar no prejuízo, e distribuídos depois  por editoras já conhecidas do público leitor que, atendendo aos lucros que ele dá com a aquisição, através de redes comerciais que domina, de outras obras de autores estrangeiros com traduções e revisões automáticas e apressadas para encherem as bancas, consumirem papel, dar trabalho a gráficos com dezenas de edições do mesmo título – caso infeliz de “O Principesinho” -, obras que raramente se vê alguém comprar mas que os investidores nesta área do ’empreendorismo’ compram e oferecem… ainda que os não leiam.

O conselho de “pensar diferente’ não faz, por si, qualquer sentido! Diferente de quê? Do que ‘os outros’ pensam? E sabemos lá o que pensam eles se nem sequer sabemos se pensam!

O indicado talvez fosse dizer simplesmente “Experimente Pensar!” porque na verdade é aí que reside um problema que afecta de várias maneiras as populações urbanas, umas por serem altamente especializadas e treinadas para a investigação numa determinada área das várias em que a competição se faz sentir de forma agreste e não deixa tempo para ‘intelectualismos’, outros porque se habituaram simplesmente a repetir o que ouvem aos pais, aos professores, aos padres, aos divulgadores de comportamentos ‘revolucionários, a tudo o que seja conservadorismo ou inovação sem se interrogarem ‘porque’ ou ‘se’ aceitam convictamente pensar assim.

“O que é a Verdade?’, terá perguntado primeiro talvez Pilatos e depois dele uma infinidade de pensadores e filósofos. E o facto é que a Verdade é impossível de definir como conceito universal.

A Verdade é, para cada um de nós, aquilo em que acreditamos! Daí a imperiosa necessidade de pensamos sobre o que ‘vemos, ouvimos e lemos’.

Num mundo em que a mentira – hoje delicadamente conhecida por ‘inverdade’ – se banalizou, sendo o seu uso muito mais frequente do que identificação do que se diz, pensa ou faz com aquilo que se transmite, a verdade anda perdida em sucessivas promessas, contradições, crenças, valores e princípios que acabam por ser na verdade os grandes promotores da ‘inverdade’.

É, para a grande maioria da humanidade terá sido sempre visto como um risco retratar sem comentários um pensamento seu, um facto a que assistiu, reproduzir o que leu. Isso  a que chamamos isenção – muitas vezes chamar-se-ia justiça… – tem mais que ver com a nossa não meditada inserção na sociedade do que com as nossas mais íntimas certezas. Os outros, sendo o nosso espelho, obrigam-nos a agir de acordo com a nossa necessidade de agradar ou desagradar. Um ‘sim’ ou um ‘não’ são mais vezes ditos por conveniência do que por convicção.

Se não pensarmos – seja por adesão a incontestados ‘princípios’ e ‘valores’, seja por simples preguiça ou receio de incorrermos no ‘politicamente incorreto’ viveremos, como vem acontecendo cada vez com mais frequência no tempo e no espaço, à mercê de uma qualquer ‘verdade’, enunciada por alguém para quem pode até  não ser uma verdade mas uma conveniência que pode não ser escrutinada a tempo. E tal pode até ser não um engano mas a validação de uma convicção através de argumentos, esses sim, pensados.

No novo modelo económico que atravessamos, mais privado do que estatal porque ao longo destes quarenta anos o Estado não soube dar provas da sua competência na utilização dos recursos , na atenção às prioridades e na escolha dos indivíduos certos, nasceu, anterior às eleições, da junção de pessoas que detinham os contactos certos nas diversas áreas e conheciam onde e como congregar capital para ‘por o país a andar’. Têm-se feitos imensas asneiras com o propósito popularucho e incentivante de mostrar resultados, mas há um aspecto interessante relativamente ao consumo que penso ser de louvar: incentiva-se cada vez mais ao consumo no que se importa em produtos e vivências de luxo – o mercado a isso obriga..-  e, simultaneamente, até por exigência dos produtores, vai-se gradualmente incentivando o consumo de bens essenciais não exportáveis. Disto resulta libertar para exportação aquilo que é valorizado e obriga, devido aos preços dos ‘bens de luxo’, a uma moderação de gastos que, se coadjuvada pela banca no que respeita ao crédito, leva a que quem tem realmente dinheiro o gaste cá dentro, onde encontra condições e produtos que procuraria lá fora , dando esses sectores emprego a muita gente, e com isso torna acessíveis os bens essenciais à população menos ‘favorecida’, inclusivamente criando também programas e eventos culturais que lhe são acessíveis. Levado a cabo por pessoas e não pelos habituais indivíduos sedentos de lucro é bem provável que as coisas melhorem. Tenhamos esperança…