THE STAGE OF THE WORLD

 Just imagine a person who was taught from the begining of his life to perform a role that had nothing to do with his personality  and went on giving up to put questions he knew will sadden those he loved. He accepted all he was taufght as unquestionable truths, as most of us do as part of community lives. 

And imagine that that person happens to be an extraordinary intelligent and gifted person forced to accept without reflection the job of spreading those teachings around to multitudes  easily captivated  by his extraordinary beautiful and cultivated speech.

And imagine that one day that person came to the conclusion he was performing one of the multiple roles that stood waiting inside him instead of living a true life, and, even more: he felt that somehow he had exhausted the role he had beeen playing for so long with great success.

And imagine that after having discovered the multiplicity of characters that lived inside him he decidedto perform each and all of them at a time: the role of an actor, the role of a pastor, the role of the lawyer he had studied to be, the role of the politician that had always been alive inside him, the role of the well succeded entrepreneur he had helped many of his friends to be, to play the role of the father he had always wanted to be, to be a publicist and a writer, to be the ‘man of the world’ he was born to be, to play the role of a  loving man, in short, to play all the roles life allow him to try.

There could not be a more interesting living nor a more interesting person!

The only problem is that such a man would never really live a life of his own. He seemed condemned to stay for ever in the stage of the world ,though he might not be a bit interested in the applauses of the different publics, accepting and performing the roles that for so long have waited silently in the corner of his mind.

This man, if existing, might well leave Existence without having lived the life he was, without experienced the happiness of a peaceful soul straight as a tree.

His espiritual contribution may well remain in history – history has the gift of forgotten as well as the gift of remember – but his soul may well live life without having other mission than maintaining him alive.

Aristotles attributed a soul to every living being without exception. In fact there is no reason why not to believe animals have a soul and with it they gain the earth.

A man that gives up his soul to be everything and try every possibility may well gain the world but certainly lost the earth. And, after all, paradise is supposed to be on earth, as well as the possibility of hell might be in this world of ours and not in an eternal life.

 

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OCULTOS E PROTEGIDOS

Os cobardes têm sido a classe mais injustiça e negligenciada do mundo! E, contudo, eles constituem nas sociedades atuais, onde tudo propicia o secretismo das intenções e das estratégias para as concretizar, o motor dos acontecimentos e a génese das mais selectivas escolhas na colocação dos actores sócio/políticos certos para protagonizarem os fins que têm em mente.

Organismos humanos diferenciados, tudo neles trabalha para o alimento de um cérebro devotado a engendrar defesas para agressões que eles próprios inventam.

Um cobarde é um indivíduo – não uma pessoa! – com medo, o que o torna simultaneamente a mais perigosa e a mais cativante e subtil das individualidades, já que é da permanente consciência do que arrisca que resultam procedimentos e interacções sociais de cariz social suficientemente generoso e aparentemente heróico que impedem o aflorar das mais perversas e egocentristas intenções que escondem..

Nunca como hoje os meios foram tão favoráveis ao desenvolvimento desta espécie! As tecnologias disponíveis, para além de lhes propiciarem uma sub-reptícia existência e o mais conveniente anonimato, permitem-lhes dominar o tempo e o espaço, fazendo alastrar como uma nódoa de óleo as consequências das suas estratégias tanto no campo do bem como no do mal que as alimenta e lhes dá a desejável e aceitável forma para que se consolidem socialmente como acções geniais em benefício da mais incauta sociedade que, dispondo embora dos mesmos meios tecnológicos, se instala confiante e deslumbrada do lado do receptor e se congrega em movimentos de apoio à realidade que lhes é servida, seja por oportunismo, seja por ignorância.

Personalidades perversas, geralmente indolentes na execução – que remetem para os apoios que cuidadosa e incansavelmente amealham e amassam como muralhas  à sua volta – os cobardes têm desde muito cedo, genética ou culturalmente adquirida, vocação para não só cativarem e se fazerem insinuar a qualquer ser humano que com eles se cruze nos caminhos da vida como também para os registarem no campo de qualquer eventual utilidade. Só depois, com tempo, prudência e reunidos elementos suplementares, procedem à indispensável triagem.                                                                                                             Este cerrado investimento – nunca despiciendo e sempre apreciado por uma “entourage” deslumbrada ou pasmada que o adora ou detesta mas que jamais o tem como indiferente – apenas dá frutos, comestíveis ou venenosos, quando sobre a vida tão cuidadosamente controlada do cobarde desaba inesperado desaire que faça aflorar à tona de uma sociedade surpresa factos que, considerando-se imune, não estava preparada para neles acreditar e perante os quais, pelo seu sempre incondicional e cego apoio e envolvimento, se vê como potencial desmascarado cúmplice.                                                                                                                                 Os fulcros das diligências do cobarde – sempre muito sofridas e aflitivas porque nelas não pode caber a hipótese do insucesso – são em simultâneo os topos sociais que ajudaram a criar para serem vistos como elites, e as bases sôfregas e indefesas da sociedade, que constituem o terreno onde cultiva miraculosos actos de generosidade que transformam em motivo de grata admiração tudo o que de diabólico se esconde por detrás.

Numa época em que os meios de acesso e manejamento da informação constituem o maior dos poderes não há como fugir ou punir o uso deste ‘know how’ persistentemente aglomerado em que uma repulsiva massa servil se empenha em não deixar abrir brechas.      Em qualquer país dos ditos ‘civilizados’ – aqueles em que o progresso tecnológico ultrapassa o científico (evidente no caso da medicina ) e o desenvolvimento é apenas um conceito consignado convenientemente nas generosas promessas às sociedades contidas tão permanentemente quanto possível nas ‘vias do desenvolvimento – a ambição maior de um genial cobarde é ter acesso ao mais poderoso satélite capaz de comandar e condicionar a informação contida nas mensagens que os comuns mortais trocam entre si. Para ele nada é despiciendo!                                                                                                                                                    Isso o torna mais poderoso do que qualquer serviço secreto institucionalizado (de que também se serve…) devido a uma subtileza suportada pela ignorância que deseja socialmente generalizada, e do recurso a técnicas do foro psicológico que mascaram de ‘festa’, ‘alegria’, ‘felicidade virtual’ ou simples resignação o que, se não convenientemente tratado, poderia parecer inaceitável.

Hoje, em qualquer país, a infiltração na maior empresa de telecomunicações – como seria, se fosse o caso, a Portugal Telecom – vulgo PT – permite o controlo sub-reptício mais absoluto de qualquer vida por mais insignificante que seja o seu desempenho social. Qualquer psicopata vítima de uma qualquer obsessão  que alimente como tal, posta de parte a hipótese de se desfazer dela e, ‘pour cause’, conservando-a como alimento de alternados sentimentos de amor ou ódio, pode instalar-se na vida de qualquer um, bastando a proximidade geográfica para entrar no mais profundo da nossa intimidade, sem que o vejamos ou oiçamos, usando interpostos actores , sejam eles humanos ou canídeos,que suscitem o medo, a inquietação, o desassossego, tudo com vista à derrota final do visado… ainda que dessa derrota não resulte mais do que a satisfação da maldade que o corrói e que mitiga com orações , silícios, ‘boas obras’, e afadigados desempenhos sexuais.

Assim, mesmo ausente de um apartamento dito ‘desocupado’, só habitado às ocultas mas onde se desnrolam inconfessáveis perversões, é-lhe possível ‘habitá-lo’ de sons através das gravações de toques de chamada de telemóveis deixados por lá – sons de gaivotas, miar de gatos, gemidos de mulheres, sons de prazer ou de simulada aflição, arfar de alguém que faz sexo penosamente, puxar de autoclismos, o que for que alimente a ideia de que o apartamento por todos considerado vazio ou inabitável devido a obras está, para o visionário vizinho, ocupado. Para isso basta, seja de Ranholas ou de Pequin, fazer uma chamada para qualquer desses telemóveis . O toque de chamada durará o tempo estipulado e far-se-á ouvir sem que, obviamente, seja atendido.                                                                                                                                    Neste divertido jogo em que se envolvem sempre alguns comparsas de creditada confiança, o que pode fazer o vizinho/vitíma em quem, dadas as inimagináveis circunstãncias, ninguém acreditaria? Chamar a polícia  alegando ouvir barulhos vindos de um apartamento que os agentes constatariam estar vazio ou até inabitável, apenas levando à desejada conclusão de que o vizinho  estaria “tótó”  e deveria ser tratado? Queixar-se a amigos, familiares ou conhecidos, sendo tal inutil por carência de provas?                                A solução é apenas uma: ignorar os sons, habituar-se a acordar várias vezes durante a noite como quem tem uma criança ou um doente (é o caso…) para cuidar, e retomar o abençoado sono de quem nada tem a pesar-lhe na consciência.                                                     E esperar que Deus que, apesar do que o cobarde encantado sempre pensa, está acima e está atento, ponha um fim a isso.                                                                                                                                                               Pode bem ser que nem pó fique quer dos trabalhos de secretária, quer dos trabalhos de cama.