COMO PROSTITUIR UMA VIDA

Primeiro entram-nos pelos olhos e descobrem os nossos gostos e sentimentos mais sagrados numa benevolente intimidade intelectual. Depois apossam-se de tudo o que é nosso: os lugares em que escrevemos, o que escrevemos, apossam-se do nosso livro preferido e prostituem-no pelas bancas e livrarias, editado como pasquim por editoras sem outro critério que não seja o lucro, depois apossam-se do tom pouco comum da tinta que escolhemos para escrever aos amigos e tornam-no uma tinta qualquer dispoinível em qualquer supermercado, depois vêm morar para o mais próximo de nós que conseguem e invadem-nos computadores e telemóveis e filtram-nos as passwords, depois conseguem através de um miserável poder dos cobardes invadir as nossas vidas pelos mais diversos e inesperados meios tecnológicos até se poderem gabar de que “sabem mais da nossa vida do que nós própios”, depois enxovalham-nos a vida com o ter que ouvir e suportar as práticas mais ordinárias com que abrilhantam os seus luxuriantes quotidianos, depois promovem um cerco a tudo o que tem que ver connosco sejam bens ou família, depois bloqueiam-nos a comunicação e fazem tudo o que a doentia imaginação lhes dita para nos ‘fazer rabiar’ ou assustar, depois descobrem para onde vamos e arranjam sempre – de entre a enorme teia de ‘amigos’ ou degraçados prontos a venderem-se – quem se disponha ou se venda para nos incomodar, depois sair à rua torna-se um cansaço porque ignoramos até que ponto a nossa intimidade, os nossos sentimentos, verdadeiros ou falsos, andam pela boca do mundo e porque os próprios taxis que utilizamos fazem parte de centrais geridas por eles e sabem sempre para onde vamos e, quando calha, gabam-se disso, deposite quando nos fartamos e resolvemos queixar-nos às entidades existentes para o efeito descobrimos que eles também estão lá e que se insistirmos obterão o epílogo desejado que é considerar que temos a mania da perseguição ou somos loucos.

Roubam-nos a vida!

A vida social e afectiva.Porque os nossos filhos e amigos ou têm negócios com eles ou têm medo e evitam entrar neste festival de maldade.

Não nos roubam a nossa vida, ainda que nos matem, porque a NOSSA vida é, apesar de tudo, muito mais do que isso e o medo não mora em nós.

E nada podemos contra eles embora conheçamos o autor e a rede que o mantem na sombra onde esconde a cobardia.

Podemos desejar cristãmente desejar perdoar, podemoster pena. Mas o desprezo, que já substituiu há muito a raiva impede-nos. E pomo-nos a pensar porque razão se quando alguém pratica o Bem desejamos premiê-lo, porque razão nos pede Jesus que perdoemos aos que praticam incessantemente o mal? Porque não desejar-lhes também prémio combatível com a dimensão do mal que causaram e causam?

Geralmente esta gente é bem sucedida. Vive para isso! E aqui entra o exemplo de Job, a quem o Diabo concedeu tudo para por Deus à prova tirando-lhe gradualmente tudo o que lhe dera e desafiando Deus a que o impedisse. Mas Deus não impediu! Deixou tirar tudo menos a FIDELIDADE do seu servo que apoiado nela retomaria a sua vida. E o Diabo desinteressou-se. Já tinha feito o seu trabalho, jogado o seu jogo, queria lá saber do pobre Job!

Poderão conseguir prostituir uma mulher mas conseguem pelo menos prostituir-lhe a vida!

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