THE PLANET OF INSTITUTIONS

For the first time in my long life I have had the painful opportunity of fully  understanding the meaning of “carême” attending and feeling part of the suffering and dispair of someone …

Source: THE PLANET OF INSTITUTIONS

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THE PLANET OF INSTITUTIONS

For the first time in my long life I have had the painful opportunity of fully  understanding the meaning of “carême” attending and feeling part of the suffering and dispair of someone who was chosen, perhaps by  fate to personify in himself all the sins that  perhaps a considerable amount of his fellowships had also comitted but not being so exposed beneficted from institucional protection in the name of the institution itself.

A man might be more a sinner than a saint but, strangely enough – or not…- while he is trying to preserve the best of him and to regain faith and hope, institucional links around seem to be more interested in turning him into a political and economic profitable value through the gift of his uncommon, almost genial, intelligence, memory, culture, and the great ammount of social links he had been able to create.

He might even be someone whose life is plenty of bad actions, of arrogance and overpower. But among them there must be a lot of good things to be remenbered and this is surely the wrong way to help someone to save his soul and in reverse to  turn him into an expert in taking evil to its last consequences. And more damaged if the person offers himself to be emprisioned by strong familly fellings that make him to stay and endure whatever comes.

Last weeks I have been thinking a lot about Jesus and the message he tried to transmit to a world that was no more a God’s world but an institucional world, full of convenient rules that combat or agree with each other according to their own interesses. No more a world of men praising the benefit of Life but growing crowds of creators of wealth and progress that, step by step, separate them and made grow vices and sins that, unfortunately, seem without end.

To most of the society of the time, to the values and principies among whose he had lived his childwood, Jesus had entered the wrong side. We know little about his family life and much about his loneliness and his the deepen knowledge of human nature. We know what he wanted the world to be even without explaination, so simple it seemed to be. And above all he tried to find people with courage  to peacefully confront power and the hypocrisy of talking about love to do the evil.

No one can deny the important rule of institutions in an ever grwoing populares world. The problem began when they incyst no more turned to the benefit of the world but to the benefit and profit of their parts.

Jesus ignored the institutions of the the time – most of whose procedings cristianity recovered, may be because it began to be a community of ignorant braves inside a strong culture – ,  talked according to his counscience against what he knew to be the wrong procedures, does not choose his people according the geography of the time, left his family to walk the way according God’s will and, over all, he teach the world the importante of forgiveness and how wrong it is use humiliation and to force someone to affirm his presence by wrong and unbearable dids.

Jesus is there among us, suffering everywhere due to the gree and usury of those who adore power ove all and perdeu the ways to attain it. And this is making the world a nasty place to live in. We may, even in great pain, suffer what derives from the will of God but it is hard to bear what derives from the incomprehension of other men like us, perhaps commiting or having commeted the same sins we are condemned for, and the lack of compassion that contributes to make us worst than we were.

W. B. YEATS

RECONCILIATION

by: W. B. Yeats (1865-1939)

OME may have blamed you that you took away
The verses that could move them on the day
When, the ears being deafened, the sight of the eyes blind
With lightning, you went from me, and I could find
Nothing to make a song about but kings,
Helmets, and swords, and half-forgotten things
That were like memories of you–but now
We’ll out, for the world lives as long ago;
And while we’re in our laughing, weeping fit,
Hurl helmets, crowns, and swords into the pit.
But, dear, cling close to me; since you were gone,
My barren thoughts have chilled me to the bone.

O SILÊNCIO QUARESMAL

Seguimos, nós os cristãos, com a intensidade que o vendaval humano que se gera à nossa volta nos permite, os rituais próprios da época Quaresmal. Prescindimos de alguns prazeres, aproveitamos algumas oportunidades para praticar a caridade, oramos em tempos determinados como os que dedicamos a outras tarefas mas apelando a que o Espírito Santo nos guie nos caminho da Verdade que aprofunda o que do Ser temos em nós, e de que as vicissitudes da existência nos distanciam durante a maior parte dos nossos dias.

As orações, monótonas e repetitivas, que cansariam os ouvidos de qualquer mortal, são o modo que aprendemos de que o nosso desejo de que sejam perdoadas todas as faltas que cometemos e de que, quando sinceras, d’Ele recebamos a força que nos conduza à coerência entre o Mal que repudiamos e o clima de Bem a que aspiramos. Mesmo sabendo que no dia seguinte, apesar das horas de prece, voltaremos a ser iguais a nós mesmos ou, quando muito, engendraremos modo de protelar certos procedimentos para depois da Páscoa. Temos dificuldade em perceber como acontecem por vezes coisas tão horríveis a pessoas que tanto rezam. Os desígnios de Deus são insondáveis e é frequente ouvir que as provações tornam as pessoas mais santas.Talvez.

A purificação quaresmal esgota-se frequentemente nos rituais quaresmais, nos testemunhos públicos da nossa Fé, em tempos de oração mais frequentes ou prolongados. As repetitivas ladainhas e rosários, criadas para serem memorizadas pelos fiéis na sua simplicidade, têm indubitavelmente a virtude de nos afastar de pensamentos outros que não o anseio de comunicar com a Eternidade que nos espera e onde tudo o que é pessoal se dilui em favor da História, desde os tijolos que empilhámos aos grandiosos feitos napoleónicos. Creio que todos nós temos consciência disso por mais relevante que consideremos o nosso papel evangelizador ou o nosso reconhecimento social.O bem e o mal por cá ficam. Na pior das hipóteses levamos conosco os propósitos que nos nortearam.

Aprendi com alguém que acompanhou a minha vida espiritual durante várias décadas e cuja presença ainda me acompanha, que Deus reside no Silêncio, no aprofundamento de um silêncio interior onde a alma repousa purificada de todo e qualquer pensamento. Nem sempre se consegue ir tão fundo no atingir do Absoluto. Há fases sem Deus, em que tudo, dentro e fora de nós, é ruído e as orações se alheiam de nós em monótonas lengalengas. regressar ao nosso ser profundo exige um enorme esforço de concentração. Mas nada vale tanto a pena!

Nem sempre é fácil encontrar o ambiente que propícia esses refrescantes momentos em que o mar de Deus nos inunda e lava e nos oferece uma inigualável sensação de serenidade. Não dizemos nada mas Deus abarca tudo o que nos vai na alma.

Não quer isto dizer que os rituais sejam despiciendos. Nunca o são! Todo o ritual contribui no sentido de um determinado clima espiritual que se prolonga. Sentimos isso mal entramos num santuário, como acontece quando entramos no imenso espaço de um santuário num momento em nada lá se passa e nenhuma gente lá se encontra. O ‘espírito do lugar’, banalizado e com um sentido fatal pelas chamadas ciências sociais, não é pertença do lugar mas do que de mais puro ou verdadeiro os homens ali deixaram.

É nesse silêncio quer perduram gerações de crentes, de santos e pecadores que ali nos acolhem ou se redimem encaminhando-nos no sentido de não repetirmos os mesmos erros.

CAMILO DE MENDONÇA

Através de um abrégé biográfico de Marcelo Rebelo de Sousa da autoria de Maria João Avilez, no qual desfazia o mito de que Marcelo Caetano teria sido o seu padrinho de baptismo constatei, surpreendida, que Marcelo é afilhado de Camilo de Mendonça, nome que não via mencionado há muito.

CAMILO DE MENDONÇA foi uma das muitas injustiçadas vítimas não só da revolução mas também, e talvez principalmente, dos que sendo contra ela se aproveitaram da situação para salvaguardarem interesses que lhes vinham escapando em benefício da racionalidade da produção agrícola das aldeias do nordeste transmontano.E, como é bom de ver, qualquer relação que pudesse ser explorada entre Marcelo Caetano e o eventual sucesso da sua obra era por si só demolidora.

E contudo “O CACHÂO”, a grande unidade industrial que Camilo Mendonça montou, teria sido um extraordinário incentivo não apenas para Trás-os-Montes como para a economia nacional.O súbito abandono a que foi votado – como tudo o que cheirasse a Estado Novo – transformou, como sempre acontece, um promissor investimento num enorme desperdício. Portugal é um apaixonado da mediocridade e tudo o que a ultrapassar ou é considerado ‘mania das grandezas’ ou ‘obra de fachada’ Curiosament o Cachão não era – não teria sido…- nada disso se lhe tivesse sido dado tempo de recuperar o investimento nele feito. Teria sido, certamente um gerador de riqueza.

Tive oportunidade de visitar o Cachão no início dos anos oitenta e fiquei maravilhada com o que aquele homem se propunha fazer no sentido de absorver, rentabilizar e dar valor acrescentado ao que era produzido pelos agricultores mais pobres, que um deficiente acesso aos mercados urbanos e a ausência de conhecimento das possibilidades de rentabilizar os produtos fazia estagnar.

O Cachão, comportando onze unidades industriais, era, antes de mais, uma garantia para os produtores de que os seus produtos tinham sempre comprador. Depois, nas referidas unidades, se recheavam, azeitonas, se faziam compotas e queijos, se preparavam as castanhas, se produziam produtos vinícolas e até mesmo álcool. Nessa altura Trás-os-Montes produzia tudo desde as famosas vitelas de leite que eram absorvidas pelos mercados fronteiriços até à criação de bichos de seda alimentados pelas folhas frescas das amoreiras que ladeavam muitas das estradas da região e para cuja recolha as câmaras dispunham de pequenos jeeps com escadas agravadas que permitiam o acesso aos ramos. Uma produção que nos pode parecer despicienda mas em que na altura alguém – também ele com uma carreira promissora mas que se veio a perder nos meandros caóticos do nosso ingresso no Mercado dos subsídios – viu como uma possibilidade de criação das famosas e caríssimas colchas de Castelo-Banco, utilizando a seda de Trás os Montes no linho que então se produzia em Aveiro e, com isso, criando mão-de-obra e, consequentemente, emprego como fazendo chegar tudo isso aos mercados internacionais.

Tudo isso foi liminarmente eliminado! O Cachão, então parado, tornara-se um elefante branco que uns não deixavam e outros não queriam ver aproveitado fazendo concorrência às suas produções de sociedades familiares.

As aldeias terão talvez sido levadas a criar as suas próprias corporativas de cariz popular, as castanhas terão voltado a ser apenas ‘quentes e boas’ – nada de ‘marrons glacés’ ou ‘chataignes’ cobertas de chocolate e embaladas em belas caixas para exportação – e, há uns anos a esta parte voltaram a aparecer os purés de castanhas e castanhas em caldas nuns míseros frascos ou latas que apenas satisfazem os compradores de supermercado. Soube na altura que Camilo de Mendonça emigrara para o Brasil. E talvez o Brasil lhe tenha dado o apreço quero cá lhe negaram…

QUANDO A MORTE É ASSUNTO

Portugal, carregado de problemas ,desde os factos políticos às democráticas controvérsias espirituais, tem semanalmente acesso a um debate na Tv pública que, embora admitindo que possa ser impressão minha, não só não esclarece como alimenta as posições em confronto. Não creio que alguém ,que pense , tenha alguma vez mudado de opinião perante os ‘menus’ apresentados pelos ‘prós’ e pelos ‘contra’. Até porque aquilo a que geralmente se assiste não é a um questionar das questões propostas mas à concessão por parte de Fátima C. Ferreira – talhada para este tipo de programas…- de oportunidade de uns tantos escolhidos de entre os eleitos pelos ‘conselheiros’ debitarem as opiniões que já todos conhecem de versões avulsas. Nem de outro modo poderia ser a menos que se quisesse dar o espectáculo de uma ‘peixeirada’ em directo!

Esta segunda feira o tema “Eutanásia” voltou à baila. Não por questões éticas ou morais mas por questões políticas que são fruto de um sistema que tudo aproveita sem o menor escrúpulo. Não foi, obviamente, para instruir ou entreter o povo, ou sequer para lhe proporcionar um serão sereno, mas para exacerbar tomadas de posição sobre um tema que, apesar de a Morte ser tão velha quanto a Vida – talvez um pouquinho mais nova porque o primeiro teve que viver para poder morrer – não creio que tenha afligido os humanos enquanto tais. Nas sociedades, porém, morrem indivíduos estatística e comprovadamente reconhecidos, tal como nas comunidades familiares e outras de cariz afectivo morrem pessoas cujo desaparecimento é encarado como um acontecimento natural envolto em tristeza, no extremo oposto do nascimento que é ,por definição, um acontecimento feliz que a Vida acolhe.

É certo que as sociedades actuais, especialmente as ‘mais evoluídas’, se debatem com problemas demográficos que são o reflexo das suas próprias contradições: glorificam uma evolução cientifica que prolonga a vida muito para além do tempo útil – tão caro a uma sociedade em que o fazer e o ter são primordiais! – o que tem como resultado uma pirâmide com uma alargada base de jovens/velhos, que se contrapõe a uma desesperante carência de natalidade, consequência esta em grande parte dos progressos – uns científicos outros manhosos – na área da contracepção e de os orgãos sexuais com que a Natureza nos dotou – tornando aprazível a concepção para que nos multiplicássemos – servirem actualmente de desporto e brinquedo, mais ou menos requintado consoante a disponibilidades dos jogadores.

Meter nisto a VIDA e a MORTE – ambas expressão do próprio Ser que as identifica no Tempo – é um exercício gratuito e de uma inominável falta de respeito pelo que de mais pessoal e intransmissível reside na essência de cada um de nós. Isto porque a MORTE está implícita na VIDA! Quando nascemos a única coisa que trazemos como certa é o facto de a vida ser limitada por algo a que chamamos morte, embora se possa dar o caso de morrermos várias vezes como pessoas durante a existência como indivíduos. Quando tal acontece tanto podemos estacionar nessa morte e aguardar que a vida atinja o seu término, como ressuscitar para ela e cumpri-la segundo as motivações que para isso encontrarmos.

Tal como o aborto é um roubo que se faz ao mundo e que, como todos os roubos, se justifica que seja penalizado – sou dona do meu corpo mas não do corpo que concebi e cujos dons e missão implícita desconheço -, a eutanásia é uma intromissão ‘apriorística’ no mais solene e consciente momento das nossas vidas, mesmo quando já não nos é reconhecida consciência de vida. É, quanto a mim, inadmissível que alguém decida sobre o que acha ser o imprimir dignidade à minha morte! Se bendigo e dedico uma infinita gratidão aos que se dedicam a minorar o sofrimento dos doentes – e aqui fala-se de DOENÇA e não de MORTE, embora pareça haver conveniência em identificar as duas coisas – não concebo que alguém decida por mim se a minha vida é ou não digna de ser vivida no modo como a detenho. Acresce que podemos sair da vida quando quisermos. Faz parte da nossa liberdade e não necessitamos cúmplices para o fazer. Trata-se porém de um não reconhecimento da Vida em todas as suas facetas das quais a morte natural é parte.

Morte ‘digna’? Morrer em guerras que muitas vezes nem sequer sabemos porque se travam, ser assassinado, atropelado, ou morrer de fome num canto qualquer do mundo é uma morte digna? Ou será que essa preocupação, mais política do que humana – que nos países em que é acessível custa balúrdios e não é de excluir a hipótese que em alguns casos esteja ligada à necessidade de implantação de orgãos – só se põe como hipótese em ‘clima’ hospitalar e sujeita a uma multiplicidade de critérios? Não será preferível deixar que as pessoas envelheçam, que lhes sejam minoradas as maleitas que a velhice trás em vez de lhes andar a fazer testes para descobrir hipotéticas doenças, muitas vezes a título preventivo, e rechea-las de medicação anti-envelhecimento? Mais do que prevenir e abreviar o que se pretendeu prolongar talvez seja apenas importante acompanhar o natural declínio da idade que hoje ninguém parece disposto a admitir. O mesmo sucede com doenças que, confesso, desejamos ver prolongadas para além da esperança de cura, e fazemos-lo mais por nós do que por os nossos queridos, porque nos dói a ideia de ficar sem eles. Mas oferecer uma vida fingida, artificial, que dificilmente teremos coragem de cortar não será pior do que deixar a natureza actuar e a generosidade de profissionais de saúde empenhados nessa humaníssima tarefa suavizar os momentos dolorosos, também eles parte da vida? Pessoalmente considero a eutanásia – seja qual for a argumentação – uma intromissão no que de sagrado existe em cada ser e conceder a médicos e legisladores o estatuto de deuses que decidem sobre a vida e a morte como os imperadores romanos em arenas circenses.

 

 

Durão, a Europa, o Mundo… e nós

Os problemas da Europa e, consequentemente dos países europeus espartilhados na estratégia europeista para salvaguardar os seus interesses perante os desafios  externos , têm essencialmente origem nos Estados Unidos da América e na fase de inquietude que estes vivem face aos sucessivos desenvolvimentos que começam a não ser controláveis.

A Europa – que sendo em termos civilizacionais um Continente é geograficamente uma península da grande extensão euro-asiática que engloba dois poderosíssimos países com recursos tecnológicos e financeiros não despiciendos ( a Russia é um potentado bélico e a China o maior credor dos States )  -, devedora do grande auxílio que recebeu dos States aquando das duas Grande Guerras que assolaram a Europa que, debaixo de fogo, se viu incapacitada de se auto abastecer de víveres, vestuário e, ‘last but not the least’, the armamento, teve nos States, mais do que o grande aliado que foi, um grandioso fornecedor de tudo o que ia deixando de ter – e com isso o maior impulso económico que a economia americana alguma vez houvera recebido – , recebeu após a Segunda Grade Guerra o preciosismo apoio do Plano Marshall que, diga-se, também não foi propriamente um peso nas finanças dos States já que, para além dos juros os países contemplados se comprometiam a abastecer-se de praticamente tudo no mercado dos Estados Unidos. Automóveis, frigoríficos, filmes. etc., etc., etc, tudo vinha dos States. Pois de onde poderia vir sem ser de lá, com as fábricas da Europa destruídas, a população masculina dizimada pela guerra, os maiores cientistas emigrados para lá onde criaram desde grandes complexos empresariais às maiores industrias cinematográficas que encheram o mundo com a beleza e o bem-estar do ‘american way of life’?

Os países do norte da Europa foram conseguindo de certo modo liberarem-se aos poucos do estilo americano. Mas, a começar pelos filmes, nunca, apesar das várias tentativas dos cinemas francês, italiano e alemão, conseguiram – ou conseguem…- chegar aos ecrãs dos países do Sul. A Lingua inglesa impôs-se definitivamente por essa altura para lá do império ‘onde o sol nunca se punha’.

Hoje, ouvindo Durão Barroso dizer que o mundo precisa de ‘uma grande potência’ – obviamente os States – pensei, na minha ignorância mas baseada em algumas ‘luzes’ que vou retirando das eleições americanas, que os tempos não estão sendo favoráveis aos States e que esse desespero se tem vindo a reflectir em alguns exageros da sua política externa e num aturado controlo sobre a formação de opinião nos países por eles considerados geograficamente estratégicos. Especializados em técnicas de marketing político, os States dominam de tal modo o pensamento – ou a ausência dele … – de certos povos de uma maneira admirável!

É um facto visivel em qualquer mapa que os países mediterranicos são não apenas mercados – alguns assaz insignificantes, como o nosso -, mas zonas de acesso ao interior do continente europeu onde, aliás por incúria da indolente Europa que delegou a capacidade de se defender, têm importantes meios terrestre e marítimos. Os países mediterrâneos – a Grã-Bretanha tem a seu cargo o Atlântico… – significam face à estratégia europeia o mesmo que a Coreia do Sul e o Japão assumem como barreira cuidadosamente mantida. No Médio Oriente tudo vai como se sabe. Daí não ser de estranhar que Durão Barroso contemple a possibilidade de uma ‘guerra total’. Será um desastre! Um sacrifício demasiado grande para salvar a economia americana que sempre floresceu entre a participação e alimento de conflitos externos! Isto porque desta vez nada garante a vitória! Se à força bélica e mercantil da Russia se juntar a riqueza demográfica e financeira da China, se as religiões que – aparte a católica que parece empenhada num processo de autofagia – se irmanarem pela Fé, sejam ortodoxos, outras inspirações cristãs ou outras religiões, o ‘puzzle’ do mundo, que mesmo agora já temos dificuldade em apreender, mudará drasticamente.

Os Estados Unidos da América do norte, como é compreensível, nunca viram com bons olhos uma Europa em que os interesses imanassem e convergissem para o interior de si própria. O ideal americano é a famosa ‘globalização’ para que detêm todos os meios e comunidades para controlar. Daí que a sobrevivência da UE seja uma tarefa dificil que os países mais fortes e com forte instinto de soberania se esforçam por manter, mesmo quando para ela entraram pela força de circunstâncias diversas, incautamente, ou por necessidade. A culpa não é da Alemanha, nem do Schaubel  mas das múltiplas infiltrações que contrariam o desenvolvimento da Europa, imbuída ainda da ideia de progresso que no pós-guerra a sub-civilização americana adicionou à Civilização europeia.

Acresce que, muito identificada com cultura, a civilização foi perdendo terreno face ao avanços tecnológicos – para quê ser ‘culto’ se podemos saber o que quer que seja ao segundo?- ao pragmatismo das especializações e à consequente competitividade gerada pelo pragmatismo resultante das crescentes taxas de desemprego.

A única verdade é que vivemos num mundo de mentiras e começa a ser difícil sobreviver sem elas porque chegámos a um ponto em que é na nossa crença nelas que reside aquilo que hoje é considerado como “felicidade”. Na verdade, para quê pensar????