MARCELO, UMA PROMESSA!

Devo dizer que nunca fiz parte dos admiradores de Marcelo nem nunca me apercebi da excepcional inteligência que muitos do meu círculo político/social lhe atribuem. Nem sequer votei nele, como aliás não votei em qualquer dos outros. A sua presença permanente em meios de divulgação de imagem e comentários, tal como a quase omnipresença em tudo o que congregasse adeptos ou devotos irritava-me.

Hoje, porém, estou plenamente convencida de que se trata de uma pessoa extraordinariamente inteligente, de uma inteligência paciente, convicta, servida por uma desmedida perseverança, sem pressa, com uma visão grandiosa do tempo e do que é essencial para a concretização de um plano. E, como já o disse no blog anterior, estou convicta e esperançosa que esse plano existe e que vamos finalmente ter  ALGUÉM à cabeça do Estado.

Marcelo, como subtilmente sugeria há momentos um especialista em marketing quando o locutor mostrou estranheza pela forma como ele gerira a campanha, fez  melhor campanha que um homem com a visibilidade a que nos habituou poderia fazer: terminou a que vinha fazendo há décadas no preciso momento em que a campanha oficial se iniciava. Sobre ele e por ele já fora tudo dito ao longo de décadas. Marcelo esteve em tudo e com todos sem se afastar do seu lugar de origem. Futebolistas, intelectuais, tenistas, hipismo, académicos, desfavorecidos, ‘donos disto tudo’ – se tal alguma vez existiu…- jovens, velhos, monárquicos, vendedoras, gente ‘de sociedade’, gente da rua, militantes de todos os partidos. Fê-lo serenamente ao longo do tempo sem se importar comedoras ou com o que diziam dele de bem ou de mal. E foi devido à atenção e presença que concedeu a todos eles quer nos seus comentários quer em acções reais que garantiu a vitória.

A verdade é que Marcelo conseguiu com este seu paciente procedimento manter uma invejável equidistância!

MARCELO NÃO DEVE A VITÓRIA A NINGUÉM!

O QUE PERMITE PENSAR QUE IRÁ SERVIR APENAS O PAÍS E O SEU POVO. mesmo que almoce na cave da Brasileira com um velho amigo clérigo e com o pretendente ao trono.

ELE PODE SER DE FACTO O PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESES e trazer a este desgraçado País – onde impera a corrupção e o partidarismo vazio  – um projecto de governação que a sua inteligência, o seu conhecimento dos meandros da política e o facto de ser conceituado constitucionalista, o Norte perdido há décadas nos submundos dos compadrios  sem escrúpulos. Nada, para além das afamadas ‘infidelidades’ – que hoje podemos considerar como virtude – há que lhe manche o currículo a qualquer nível.

Que Deus abençoe Marcelo e o Espírito Santo o ilumine na magna tarefa de refazer um País com perto de nove séculos e uma História de bravura que em décadas se esboroou na ganância de uns e na indolência de outros.

 

 

 

MARCELO

Têm toda a razão os que votaram em Marcelo e não o digo por ser agora que ele ganhou ex eco com a abstenção. Mas evitou-se o absoluto predomínio do Partido Socialista… ou assim parece.

Não creio que da vitória de Marcelo advenha qualquer diferença a não ser para o imaginário dos ‘votantes’. Nunca ninguém saberá o que Marcelo pensa ou o que irá fazer! A verdade é que ele anda em luta pela conquista do poder – de um poder qualquer…- há décadas. E, para além do lugar de Sec. Geral do PSD nunca lhe concederam outro. Tem sido um longo caminho, feito por um homem em quem a fidelidade e a lealdade não são os principais atributos.

Marcelo  foi eleito pelas razões que conhecemos e sabe-o. O ‘dó’ de que o fulano do Expresso – que ignoro quem seja – falou refere-se a essa circunstância e ao facto de ele se ter sujeitado a tudo – e trata-se de um Prof Catedrático…- para não ser esquecido. Até consentiu em ser capa de revista com aquela ‘garina’ saída ‘out of the blue’, em circunstância idêntica à que no numero seguinte aparecia um futebolista nu com uma moldura a tapar-lhe ‘as vergonhas’.

Tudo fez, nestas várias décadas, com todos conviveu e fez amizades, para chegar FINALMENTE a conquistar um lugar que creio terá excedido as suas mais grandiosas expectativas até ao momento da candidatura.

Nada disto está decerto esquecido naquela cabeça! O horroroso e crispado semblante que ostentou durante o período pre-eleitoral e eleitoral contrasta com o semblante distendido e seguro com que surge depois da vitória, embora tivesse decerto consciência que se tratou de uma vitória de Pirro. Vitoriosos sairam os que votaram nele… ou assim pensam.
Por mim creio que o que o terá movido nesta luta ‘sócio/popularucha’ terá sido o facto de ele ter um projecto muito pessoal para o País e nunca desistiu de lutar até ter meios para o por em prática. Qual é?? Ninguém sabe porque tem sabido sempre ser extremamente escorregadio nas suas afirmações.
Marcelo é um homem nascido dentro da política e nunca a abandonou nem perdeu dela qualquer recanto onde ela pudesse madurar. Que pensa, que tem pensado ele, dos sucessivos erros e abusos cometidos nas últimas décadas’???? Não sabemos mas é de supor que, com a memória privilegiada que tem, os tenha todos arrolados.
Marcelo não é pertença de nenhuma classe social o que, de certo modo, o liberta de compromissos. Casou com uma filha do ministro Mota Pinto  e o casamento, apesar de pouco duradouro, ajudou a sua ascensão porque ela tinha um background que ele não tinha de nenhum dos lados. O único background era morar perto de uma das melhores amigas de Salazar o que ajudou a que o honestíssimo médico da Cx de Previdência  – ele sim homem de fidelidade e lealdade -passasse a Ministro da Saúde e, por ali fora, a Governador de Moçambique.
Há pouco mais de um ano herdou, por morte do pai da ‘namorada’, ou ex-namorada, o lugar de administrador da Fundação da Casa Bragança, que ainda ocupa.

Marcelo tem o País na mão! Como nenhum outro presidente teve. E NINGUÉM sabe, ou sequer pode imaginar, o que o percurso de vida dele – que não o político – lhe terá inspirado.
Se tiver um projecto, e não é de duvidar que o tenha, irá pô-lo em prática e com a inteligência de que é dotado e nada tendo a perder, ficará para a História, ambição que conduz na perfeição com a personalidade dele. Veremos!

Pelo menos vimos-nos livres do Cavaco que é a antítese disto tudo e que viveu ‘reinando’ nos intervalos de duvidosas chuvas que ainda falta contabilizar.

O S.O.S. de Paulo Portas

Paulo Portas – que como político vale mil vezes mais do que Marcelo e é considerado aldrabão porque diz a verdade num país onde se mente com tal intensidade que difícil se torna acreditar em algo sem que antes de passar ao nosso intelecto tenha sido filtrado pelo comentadores a soldo do costume – veio atirar à cara da chamada “direita” aquilo que todos sabem e que ele sabe que eles irão fazer. Fundamentalmente, o que ele fez foi fornecer-lhes uma boa desculpa para atenuar o desleixo que significa votar num tipo daqueles. Agora, que Portas disse, a decisão pode tornar-se irrevogável e podem continuar a dizer nos meios em que se movem que o fazem com relutância mas “noblesse (?) oblige”.Esquecidos de que este foi o mesmo Portas que um dia disse de Marcelo a coisa mais acertada que alguém já terá dito: ” A Marcelo Deus deu a inteligência e o Diabo deu-lhe a maldade.” Nunca Portas foi mais certeiro em uma afirmação.

Marcelo é uma fraude alimentada pelo próprio, que se mostra por todo o  País e arredores – não porque seja bonito de se ver…- em eventos desportivos, ecrãs televisivos, acontecimentos sociais, capas de revista de garinas vindas ‘out of the blue’, banhos no caneiro de Alcântara, petiscaria de feiras, lares de idosos, creches, ‘pareceres’ nacional/intercionais, missas e terços com a comunicação social atrás para dar conta da exteriorização da sua fé, visitas aos netos (que, tal como os filhos, ainda não vimos em parte alguma, exceptuando uma cabeleira que o abraçou encostada ao ombro e disseram ser a filha dele, mas que , como não mostrou a cara ignoramos se seria), administrar a Fundação da Casa Bragança, lugar que herdou do pai da ex-namorada (embora algo velho demais para ter ‘namoradas’) e, diga-se em abono da verdade, ainda lhe sobra tempo para ser um conceituado Professor de Direito Constitucional que, de acordo com a sua personalidade, foge o mais que pode a tomar posições claras quando se trata de Consttituição. Aliás Marcelo não é claro em NADA!

Assim, e tendo em atenção que na verdade, apesar de todo o ‘parlapied’ com que influentes sponsers da área da comunicação social o publicitam na esperança de que ele algum dia – será agora?? – venha a ser algo mais do que um mero e casual secretário geral do seu partido, Marcelo nunca chegou a ser nada de relevante – nem presidente da Câmara de Lisboa! -, que nem conseguiu segurar-se num casamento e família normal, que traiu sempre que lhe deu jeito quem quer que fosse e deixasse, que não tem pejo de acordar no meio da noite os entrevistados para ‘acertar’ o que lhe devem perguntar, que não passar os olhos por cima de um único daqueles millhares de livros que publicita, QUEM NOS DIZ A NÓS QUE UM MARCELO FRUSTRADO E VINGADOR DE TANTAS DERROTAS VINDAS DA CONSIDERADA SUA ÁREA, NÃO APROVEITARÁ AGORA PARA REQUERER UM LUGAR NA HISTÓRIA FAZENDO TUDO MENOS O QUE DELE É ESPERADO? Não será nada de surpreendente….

Soul, Feeligs and Senses

A friend of mine sent me a paper that is part of an academic work he is doing im an American University about ‘the soul’, a theme that have always interested me most . I read a lot about it but I think to have apreended very little. I think the soul is the most simple and transparente of our universal links and there is a lot of intelectual thought on the subject, mos of it integrating its religious role, that’s to say her predominant role in the way we choose to live our lives, though not in a moralistic perspective but on a finit or infint one

In his paper my friend shows to have chosen another path. He seems to see soul in a pantheistic way, somehow aristotelic, an atribute creation atributed to all the beings  putting most of them under human supervision and  giving men the freedom to move Life. His point is that only what ‘moves’ by itself has a living soul… or so did I understood. He  doesn’t mix soul and spirit as atributes of men but see them as separated categories, being Soul a universal gif and Spirit (to him, an atheist, Holly Spirit is the part of it that contains only Good and is destituted of Evil…) something Man is making in a somehow hegelian way : soul promoting natural life , beeing mother Nature as the daughter of God from whose womb Man was to be born with the capacity of thinking Life and all that is happening in the making of different lives through Time and creating the spiritual life that make of them the unique History of the World. Too complicate for me, though I agree in some points.

As for me, soul is the infinit power of fusing feelings and senses in the universal value we call love . Senses, like sensations, have to do with our nature; felings are something different that does not depend  exclusively of our senses though, of course,  the ideal situation happens when feelings and senses are together. You may feel a great attraction even for someone you have or will never meet. But it puzzles us how it is possible to separate the two things as it frequently happens nowadays and I think to be the cause of many failled friendships, variegas and love affairs. Sensatons come and go; feelings prevail FOREVER.

DEMOCRACIA

Ao contrário do que nos é diariamente vendido como ‘crise’ aquilo de que o mundo padece de facto é de uma obsessão que começou por ser ministrada como uma espécie de terapia contra as ditaduras que se seguiram às duas grandes guerras do século passado – única maneira de, melhor ou pior, transformar em cosmos o mundo caótico delas saído – e se transformou num modelo único, considerado ideal, justificação de todas as intromissões, justificação para uma globalização que sendo mercantil se apresenta como progresso social. Chama-se ela Democracia e, em seu nome -há muito isento de outro conteúdo que não seja o dos interesses que  esconde – tudo é permitido, justificado por falsas promessas , megalómanos projectos e maquiavélicas estratégias com que, num mundo em que a informação é cuidadosamente orientada para fins determinados pelos foruns onde convivem os poderes de uma Civilização vitimada por duas revoluções – uma teórica, a Francesa; outra pragmática, a revolução industrial – que, embora divergentes nos propósitos, marcaram definitivamente  o rumo da civilização ocidental, que se espraiou pelo mundo e vê hoje caírem sobre si as consequências da ausência de projecção dessas mesmas consequências para o um futuro que teimamos em ignorar em privilégio do presente. Tal seria possível se não tivéssemos inventado o tempo.

A revolução Francesa prometeu enciclopedicamente uma sociedade que requeria estados de alma individuais unidos por um projecto comum visando a criação de um mundo de portas e corações abertos, partilhando uma só alma que alastraria pelo mundo. O celebre quadro de Delacroix documenta primorosamente o modo como a Liberdade – apenas ela! – calcou aos pés os restantes propósitos, substituída a fraternidade – não, é certo, a que Cristo apregoou – pela ânsia de uma igualdade em que se enfrentavam a inveja, a ganância e o terror. Napoleão, grande admirador da Antiguidade Clássica, teve a sublime pretensão de matar o passado da Europa para construir uma outra, ao seu jeito, e com ela trouxe para a ribalta de uma recém criada classe média o brilho faustoso dos palácios, vivido neles até então com o comedimento de quem conhece o valor das coisas. A miséria espalhou-se pela França em todas as suas formas e havia que mantê-la com a mesma esperança que a fizera crescer e fizera aumentar em número e qualidade as desigualdades. A sociedade ocidental bem-pensante e confortavelmente instalada – mortos que tinham sido os seus ideólogos – viu com bons olhos essa aproximação ao Poder e transformou-a em inspiradora doutrina, lembrando esporádica e convenientemente o sentido universal que se propunham, esquecendo,  evitando ver ou afastando-a de onde pudesse ser vista a infra-humanidade que corroía os bairros  miseráveis das cidades. E nada disso se alterou de forma tão retumbante e significativa como os propósitos enunciados e a sua validade. Ler Heródoto ou os contos bíblicos do Antigo Testamento teria sido suficiente para conhecer as particularidades da natureza humana e a força desmedida que opõem a tudo o que toque a sua essência.

A revolução industrial, apesar das virtudes vitorianas, não trouxe consigo mais do que aquilo que objectivamente visava: a criação de riqueza através dos recursos que se disponibilizava a si própria, desde o material ao humano. O desenvolvimento, que de inicio criou, foi rapidamente ultrapassado pela noção de ‘progresso’, algo de imparável que de há muito ultrapassou o controlo das sociedades ocidentais e as expõe ao ridículo de, conhecendo os danos que causam ao ambiente e a desumanização a que condenam as sociedades, dissertarem nos grandes areópagos internacionais sobre os problemas sociais que criaram e fomentam, mascarados de pomposas preocupações e floridos propósitos. A verdade é que o Emprego depende da Produção, a Produção do consumo – os consumidores viraram ‘benfeitores’- o Consumo do Capital, e o Capital comanda este fatídico mundo através daqueles que o gerem e onde Religião e Política se entrosam para imprimir à ganância e ao espavento um halo de espiritualidade. Somos um mundo condenado a sobreviver através de enganos! Dos enganos que uma comunicação feroz publicita e de uma retórica que se foi despojando de moral para sobreviver ela própria e ainda conseguir ser ouvida.

No meio de tudo isto o futuro do Mundo parece residir na imposição de um convívio tolerante e democrático, em que as exigências de tolerância sejam   impostas em nome da Democracia, mesmo para aqueles que não só não lhe conhecem sequer o significado mas apenas as virtudes que são apregoadas como sendo-lhe associadas, como a rejeitam genuína, essencial e culturalmente. O Ocidente, contudo, dá a vida por ela, mesmo que nos subúrbios de Chicago, Nova Iorque, e de todas as cidades europeias     a miséria se arraste, as desigualdades continuem o seu percurso histórico mudando apenas os protagonistas, a liberdade sofra as imposições que os estados impõem, e a fraternidade – baptizada agora de solidariedade para se distanciar das fidelidade maçônicas – seja cada vez mais condicionada pelos grupos que, apesar de tudo, mantêm coesa essa sociedade injusta.

A Democracia, ao contrário Poder – que alimenta quotidianamente a contestação e motiva tanto o agricultor na sua relação com a Natureza, como o rei que contesta fronteiras – é uma invenção humana que se tornou obsessiva e está servindo de pretexto a abusivas intromissões que nos sairão caríssimas porque o preço dela é pago em vidas. E está mais do que provado que ser a Democracia inimizada Meritocracia que o mundo insiste em afastar escudado por humanitárias preocupações. E, contudo, nada mais humano do que a Paz! E é dela que o mundo carece e, dentro dele, cada um de nós….